quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Reflexões de um garoto de 8 anos

Meu filho foi fazer uma rápida visita ao jornal. Temos na redação uma repórter superrrrr delicada, uma bonequinha. Claro, o menino se encantou. E eu disse pra ele que a 'menina' tem 15 anos.
À noite, em casa:
- Xi, esqueci de pegar o telefone da Fulaninha.
- Pra que?
- Pra um 'relacionamento'.....
- Filho, a Fulaninha não tem 15 anos, tem 27.
Com a cara mais decepcionada do mundo:
- Ela namora?
- Namora e o namorado dela é Dj.
- Dj?????????? O que a Fulaninha tem a ver com Dj???????????
- Por que? Vc acha que ela tem a ver com o que?
Depois de segundos...
- Com pôneis no campo......

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Coisas da vida

Eu tinha uns 15 anos quando o vi pela primeira vez. E foi como aqueles raios que só caem na cabeça das meninas de 15 anos.... A partir daquele dia eu só pensava nele. Foi paixão daquelas bravas, que duraram um tempão. Eu morava na varanda de casa esperando ele passar, já que éramos praticamente vizinhos. E assim foram passando os dias, os meses, eu só pensando nele. Era quase uma fixação. Lindo, absurdamente lindo. Foi por causa dele que me interessei por futebol. Achava o máximo as histórias que escutava sobre os jogos e sobre o seu comportamento em campo. Acabei ficando fã de todo jogador profissional que tinha alguma coisa parecida com ele. Ou que pelo menos eu achava parecida. Na minha doce ilusão. Quando o tempo passou mais ainda, minha mãe dizia, 'isso é amor de traição'. Nunca entendi direito essa história de 'amor de traição', mas detestava a expressão. O tempo passou, a vida mudou, os caminhos nos levaram para rumos opostos, mas eu - de vez em quando - lembrava dele. Um dia, já adulta e mãe, com meu filho ainda de colo, entro numa farmácia. Não o via há trocentos anos. 'Oi'. Respondi 'oi'. E foi tudo. Nunca mais o vi. Ontem o dia foi pesado, chato, eu super irritada. Trabalhando, de olho no monitor, editando uma matéria, dou de cara com o nome dele. Um cara embriagado causa um acidente. Uma vítima fatal. Ele foi pro céu. O dia ficou pior. Ficou pior porque uma parte da menina de 15 anos se foi. Um bom pedaço dela foi com ele. O resto está aqui, com uma ponta de dor. Coisas da vida....

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma

Eu não gosto da Dilma. Posso melhorar, vai. Eu não simpatizo com a Dilma. Não consigo confiar. Mas estou na maior boa vontade. Vontade de acreditar que ela não tem nada a ver com a imagem que me passa. Já meu filho gosta dela. Fui votar, ele junto. 'Mãe, deixa comigo'. Um, três, confirma. Não dei um pio pq no Serra eu não voto. Deixei meu filho de 8 anos decidir por mim. Quem sabe num dá certo?