sexta-feira, 30 de julho de 2010

A distância

Pela primeira vez fiquei 10 dias longe do meu molequinho. Aliás, hoje é o décimo dia. Mas como é de madrugada, não conta pq assim que amanhecer, ele chega. 'É bom ficar um pouco longe, Ude. Deixar ele mais livre, fica mais independente'. Tá. Mas quem disse que eu quero ele mais independente? Tá bom, eu quero ele grudado em mim, mas isso é totalmente emocional. Vamos à razão: num é que o menino ficou super bem a 1.000 km da mãe? E num é que a mãe sobreviveu???? Maravilha!!!!
Hoje vivo um dia após o outro. Mudança radical na vida. Em todos os sentidos estou tentando aprender a viver com acertos e erros, vitórias e fracassos. Mas ainda não sei lidar com o mardito do julgamento. Qto mais a gente se expõe, mais fraco fica diante desse mal. Eu digo que não me importo com o que os outros pensam, mas me importo sim. Não quero ser julgada, principalmente se não tenho chance de defesa.
A defesa. Quem sou eu pra querer me defender diante de uma vida de pré-julgamentos.... O que importa msm é não dever nada a ninguém (tirando o banco), dormir com a cabeça tranquila (não tirando o rivotril) e achar graça da vida. Rir dela e com ela. Trabalhar 15 horas por dia e ainda saber rir. Rir lá e cá. Ser feliz é realmente o melhor negócio.
E que venha meu amadinho.....

Hoje faço 44 anos. Nunca me imaginei com 44 anos. E agora estou eu cá, a quase cinco dos 50. O que mudou aqui dentro? Nada. Sou menina. Sou mulher. Sou velha. Sou tantas aqui dentro que não sei mais nada. Só que tenho 44 anos e isso não me pesa uma grama.