terça-feira, 30 de junho de 2009

Rei de que??????

Sei que tem muuuuita gente ama o "rei do pop", que ficou triste com sua morte, que achava o cara o máximo. Respeito tudo isso. Eu mesma curti muito as músicas e performances de Michael Jackson na minha adolescência. Mas ponto. Quando ele começou a branquear e a afinar o nariz, pelo amor, né! Já naquela época só não via quem não queria as suas esquisitices. Se preservou tanto que acabou tendo sua vida devassada com a morte. E é isso mesmo. A gente tem tantas manias, esconde coisas, quer mostrar muitas vezes o que não é, mas inevitavelmente a morte deixa tudo às claras. A escuridão do fim (para muitos) acaba colocando às claras o que não se queria mostrar. Dá pra imaginar o desespero dele, vendo de algum lugar, sua vida retalhada, esmiuçada, sua intimidade destroçada. O filho que não era, o irmão esquisito, o pai que nunca foi, o homem que não conseguiu ser. A única coisa verdadeira foi sua obra. Dela sim, ele deveria ter orgulho. Do resto.... melhor apagar...... De qualquer maneira, fiquei "bege" com a frieza de seus familiares. O pai é de dar medo. A mãe parece estar assistindo. Só assistindo. E nem sei o que. E os filhos, meu Deus? Filhos de quem? De um pai biológico e de uma mãe inexistente????? Mas que mundo é esse? Onde chega o egoísmo de um ser (sic) humano?
Fiquei triste. Triste de ver no que se reduz alguém que não teve estrutura. Nenhuma. Para mim não morreu um homem, morreu um robô. Foi desligado. Que sirva de lição para muita gente que ainda corre feito louco atrás de fama e dinheiro. Claro, são poucos - raríssimos - os que tem talento similar ao do rei. Rei da bizarrice.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lamentável.....

Boa piada: "Tem garoto pensando em ser jornalista para não precisar estudar no futuro".
Então tá, Gilmar!!!!!

Dignidade já!

Nota oficial elaborada pela direção do Sindicato, que esteve reunida entre os dias 19 e 21/6, diante da recente medida do STF, que acabou com a exigência do diploma específico para o exercício profissional:

A QUEM INTERESSA A DESREGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO?

Uma decisão contra os jornalistas

Em 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou parte da regulamentação profissional dos jornalistas brasileiros e acabou com a exigência de formação específica para o exercício profissional. Em reunião realizada entre 19 e 21 de junho, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, ante essa situação, considera que:
– a decisão do STF atende às demandas dos patrões da área da comunicação, cujo interesse é desregulamentar e desqualificar a profissão de jornalista, usando seu poderio econômico para tornar precárias as condições de trabalho. Com essa decisão, o STF intervém negativamente nas relações de trabalho e nas garantias da categoria profissional;
– A formação específica para o exercício do jornalismo é condição básica para a garantia da qualidade da informação jornalística, elemento formador de opinião pública. Essa equivocada decisão prejudica fortemente a sociedade, na medida em que a credibilidade da informação é colocada em xeque;
– o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendem a regulamentação profissional conquistada contra a ditadura militar, em 1969, como resultado de décadas de mobilização, iniciada ainda antes da manifestação do 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas, em 1918, e mantêm a luta pela qualificação da profissão de jornalista. Nesse sentido, consideram que o curso superior de jornalista é fundamental para o futuro profissional do jornalismo e para a garantia do direito à informação da sociedade;
– a decisão do STF foi tomada em nome da “liberdade de expressão”. Nada mais falso do que esse argumento, pois a liberdade de expressão não se confunde com liberdade de exercício profissional. O Supremo Tribunal Federal faz confusão entre a liberdade que qualquer pessoa tem de expressar sua opinião, inclusive nos veículos de comunicação, com o exercício de uma profissão específica, a de jornalista. A regulamentação profissional dos jornalistas nunca impediu quem quer que fosse de se expressar. Ao contrário, os jornalistas e suas entidades sindicais sempre estiveram na primeira fila da defesa da liberdade de expressão, que é sufocada, aí sim, pelo monopólio dos meios de comunicação nas mãos de reduzido grupo de magnatas e grupos financeiros. É contra essa censura em pleno estado “democrático” de direito que os ministros deveriam focar o seu trabalho, e não contra os mediadores da livre expressão, os jornalistas!
O Sindicato dos Jornalistas constata, porém, que a amplitude da decisão do STF não está clara, pois não se conhecem os termos da decisão, nem todas as suas conseqüências, cujos contornos dependem de publicação do acórdão. Buscando esclarecimentos adicionais, a Fenaj realiza consulta ao Ministério do Trabalho e Emprego, para que sejam explicitados, efetivamente, quais são os novos procedimentos propostos.
Diante disso, a posição do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo é a de que o papel dos sindicatos de jornalistas por todo o Brasil e da Fenaj é o de organizar os jornalistas e defender seus direitos e condições de trabalho em confronto com os interesses das empresas. Continuamos com uma legislação profissional específica, piso salarial, jornada de trabalho e acordo coletivo. Todos esses direitos, conquistados na luta, continuam válidos.
Isso significa que todos os que passarem a se enquadrar no acesso à profissão, após a decisão do STF (cujos limites, por enquanto, ainda não estão claramente definidos), e exerçam funções jornalísticas nas empresas de comunicação gozam dos mesmos direitos consagrados em nossos acordos coletivos. Não permitiremos que este revés imposto pelo STF na luta da nossa categoria sirva para desqualificar e rebaixar ainda mais as condições de trabalho, salários e direitos em nossa profissão.
Com relação ao novo perfil da categoria, aguardamos a publicação do acórdão do STF a fim de que sejam definidos os procedimentos em relação à sindicalização e a vários aspectos da ação sindical.
Os pseudo-guardiões constitucionais no STF desconsideraram, propositadamente e em clara defesa do poder da mídia, que o inciso XII do Artigo 5º da Constituição Federal de 1988 atribuiu ao legislador ordinário a regulamentação para o exercício de determinadas profissões de interesse e relevância pública e social, dentre as quais, notoriamente, enquadra-se a de jornalista – ao contrário do que declarou o sr. Gilmar Mendes –, por conta dos reflexos que seu exercício traz à Nação, ao indivíduo e à coletividade.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo dirige-se ao movimento sindical, às entidades democráticas e à sociedade para alertar que a decisão do STF também é uma ameaça contra a regulamentação de outras profissões, atualmente questionadas pelo patronato.
São Paulo, 20 de junho de 2009
Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado

sábado, 20 de junho de 2009

Meme



Você sabe o que é “meme”?
Hoje recebi em meu email um meme do Rodrigo Alves, autor do blog Dando Nota. E como mandam as regras, indiquei para mais cinco blogs, que terão que indicar para mais outros cinco e por aí vai. É como se fosse uma corrente…
Leia abaixo a definição de meme.
”Meme é tudo o que se aprende por cópia a partir de uma outra pessoa. Desde coisas simples, como comer usando talheres, até ações mais complexas , como escrever textos excelentes em blogs. Resumindo ao máximo, alguém faz, você vê, gosta e copia. Outras pessoas vão ver você fazendo, também gostarão e copiarão. Desta maneira, a evolução de um meme é quase sempre viral e exponencial.”
Ou seja: você precisa responder algumas perguntas e depois indicar cinco blogs amigos e avisá-los.
Vamos as minhas respostas:
MANIA: fazer escova nos cabelos
PECADO CAPITAL: gula (embora agora esteja em franca dieta)
MELHOR CHEIRO DO MUNDO: do pescocinho do meu filho
SE DINHEIRO NÃO FOSSE PROBLEMA, EU FARIA: plástica!
HABILIDADES COMO DONA DE CASA: lavar roupa. Amo!
PASSEIO PARA ALMA: qualquer lugar cheio de verde
PASSEIO PARA O CORPO: qualquer lugar cheio de verde
O QUE ME IRRITA: falsidade
PALAVRA OU FRASE QUE USA MUITO: Tô cansada......
PALAVRÃO MAIS USADO: pqp
CHUTA A PAU DA BARRACA QUANDO: querem me ferrar
PERFUME QUE USA NO MOMENTO: não uso
ELOGIO FAVORITO: Todos!
TALENTO OCULTO: trabalhos manuais
NÃO IMPORTA QUE SEJA MODA NÃO USARIA NEM NO MEU ENTERRO: roupa estampada
QUERIA TER NASCIDO SABENDO: que não se deve confiar em todos
SOU EXTREMAMENTE: sensível (mas com ar de fortaleza)
Agora as regras desse meme:
1- Dizer quem te presenteou com o selo e colocar o link do blog;
2 – Copiar e responder o questionário;
3 – Presentear 5 blogs com o selo e avisá-los sobre.
Os blogs:

Sou a menininha mais linda do mundo!


terça-feira, 16 de junho de 2009

Solteiro

- Mamãe, hoje a Gabi foi na escola de cabelo solto, cheio de cachinhos.
- Ah, quem é a Gabi?
- Uma menina da escola que sempre está de rabo, mas ela fica mais bonita de cabelo solto. Eu até pensei em me apaixonar por ela, mas depois desisti.
- Ah, mas a gente não escolhe por quem vai se apaixonar, é nosso coração que escolhe.
Silêncio.....
- Mamãe, acho que vou ser solteiro.
- Você já é solteiro.
- Não, quando eu crescer. Acho que não vou casar.
- Por que, filho? Vai ficar sozinho, sem casar? Que chato....
- Mas e se eu casar com uma mulher que não faz nada e eu tiver que fazer tudo?
- Mas e se você casar com uma mulher legal, que te ajude?
- É que só você lava a louça. Por que só você lava a louça?
- Porque eu tenho que lavar. Quem vai fazer se eu não fizer?
- Ué, eu posso ajudar......
- Ok, vamos esperar passar o inverno e você começa a me ajudar.
- Tá combinado.
Então tá.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Bolinha

Quando perdi meu pai, há exatos 27 meses, fiquei perdida. Não imaginava que a dor seria assim tão profunda. Bom, sem saber como administrar tanto choro, parei numa doce psiquiatra que me receitou uma doce bolinha. A bolinha aliviou a dor, mas cobrou seu preço. Engordei muuuuuuitooooo..... E eu reclama e ela dizia que não era o remedinho. Nesses meses fui a outros médicos, conversava com os da minha família, mas ninguém dizia que a bolinha engordava. Pois numa visita de rotina ao meu ginecologista, ele me provou que era sim a bolinha que estava me deixando uma bolona. Parei de tomar há mais de um mês. Hoje, com a pressão alta, fui ao cardiologista que, corajoso, me disse: vc engordou devido ao antidepressivo. Esse remédio engorda mesmooooo.... Bom, agora é correr atrás do prejú. Fechar a boca, colocar os pés pra caminhar e quem sabe tomar uma bolinha.... mas bolinha que emagreça, por favor!!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Atual


Imagens que falam mais do que 1.000 palavras....

Advogado

- Mamãe, não quero mais morar em apartamento. Quero morar numa casa e com quintal.
- Ah, só podemos morar em casa quando o papai vier morar aqui (ele trabalha em outra cidade).
- Por que?
- Porque eu tenho medo de morar sozinha com você durante a semana. Não acho seguro.
- Ah, mas você tem duas opções: ou coloca cerca elétrica ou contrata um advogado.
- Advogado pra que, filho?
- Pra cuidar dos seus diretos.
- Como assim?
- Pra quando entrar ladrão ele chamar a polícia, fazer a polícia prender eles, oras.....
Então tá.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fatos da vida (de um repórter)

Como trabalho no caderno que abrange também Internacional e Brasil, lógico que tenho ficado ligadíssima na questão da tragédia aérea com o avião da Air France. E não consigo deixar de pensar nos profissionais que cobrem um acidente dessa magnitude, com tantas mortes. Fiquei pensando em quantas pessoas acabam condenando a imprensa porque os profissionais procuram as famílias das vítimas. Isso é normal. Pena que quem critica esquece que muitas vezes parentes querem e precisam falar, além do fato do profissional ter que cumprir com seu papel, que é o de informar.
Nessas andanças de tantos anos, acho que não me lembro de nada mais desagradável do que cobrir velório. Além do constrangimento, que na hora do trabalho você sinceramente - e respeitosamente - esquece, tem que lidar com o fato de que ninguém quer falar com imprensa durante o velório de um ente querido. Pois foi num desses que eu passei um momento do qual me envergonho de lembrar. E não existe na vida de todo mundo um momento desses?
Então, estava eu lá no velório de um empresário, com aquela cara de intrusa, mas disfarçando o máximo que podia. Conversei com aquelas pessoas conhecidas, representantes de setores, de instituições, etc, o de praxe. Aí eu vi a filha do empresário, que há muitos anos eu conhecia. Quando cheguei perto, ela logo me abraçou e disse:
- Ai, que bom que você veio, muito obrigada pela força.
Eu fiquei muda. Mas estava ali pra trabalhar e não podia deixar a peteca cair.
- Pois é, que coisa..... Mas desejo de coração que vocês passem por esse momento tão difícil com a força de Deus....
E ela, segurando na minha mão:
- Muito, muito obrigada.......Aí eu não podia deixar passar.
- Eu sei que é muito duro, etc e tal, mas vc poderia dar uma palavrinha pro jornal?
Não precisei dizer mais nada, ela caiu no choro. E eu, com toda dignidade, me afastei. E como uma pessoa educadíssima, menos de cinco minutos ela vem ao meu encontro com o irmão.
- Eu não posso, mas ele fala com você.
Embora tudo tenha "acabado bem", ainda sinto vergonha do fato.

Meia perdida

Dizem que a vida começa aos 40. Tá bom. Então eu estou engatinhando, mas não ando gostando muito do chão no qual venho me arrastando. Tudo bem que na faixa dos 40 a gente consegue resolver problemas (e fugir deles) com mais facilidade e não fazemos tanto drama diante de coisas pequenas. Mas confesso que ser mulher não é nada fácil, seja nos vinte, nos trinta ou nos quarenta. Quarenta. Essa palavra nunca foi tão pesada e acho que muito desse peso é porque a gente já deveria estar estabilizada nos 40. Economica, social, espiritual e emocionalmente falando. Será que é possível? Deve ter um monte de mulher nos 40 que já não se preocupa muito, por exemplo, com as coisas de caixa e de coração. Pois eu não me encaixo. A caixa tá sempre vazia e o coração, sempre cheio. Se fosse o contrário - caixa cheia e coração vazio - será que eu estaria reclamando? O que vale mais? Ah, lembrei, vale mais um pássaro na mão do que dois voando. Quanto ditado inútil. O que vale mesmo é a gente acordar às 4 da matina, numa madrugada gelada, e ouvir lá do quarto do filho: "Manhê, perdi uma meia". É pra isso que a gente vive, não é? Pra procurar as meias perdidas de nossos garotinhos..... E não dá nem pra reclamar..... Eu gosto de procurar meinhas.....

terça-feira, 2 de junho de 2009

Lindo da mamãe!


Papai de bem com a vida.....

Observação do papai Fábio:
Ecco la mia piccola Jedi (notare il kimonino rosa!)
Que coisa mais fofa..... (observação da tia..... rs)