sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Meu pai


Já perdi muita gente que amei. Perdi tios, tias, primos, pessoas do meu convívio, queridas, que me doeram o coração. Mas eu nunca havia perdido uma pessoa essencial na vida, como meu pai. Eu achava que sofreria quando perdesse alguém tão tão amado. Mas eu não tinha a dimensão da dor. É uma dor doída demais, é física. Dá um aperto no peito, uma falta de ar e uma angústia, tudo ao mesmo tempo e tudo rápido se a gente deixar e colocar pra fora. Na véspera de Natal eu segurei. Fui brava. Passei o dia de Natal segurando. Fui forte. Mas ao colocar a cabeça no travesseiro, após um dia em família sem ele, eu desabei. Chorei doído. Levantei, fui ao banheiro e dei vazão a todo sentimento reprimido. E fiquei pensando nele. No jeito dele, na fala, no olhar, nas óperas que ele amava e gravava, no São Paulo. Assistir jogo do São Paulo dói. Mas eu assisto por ele. Uma vez eu vi o padre Fábio de Mello (ô homem bonito!!!!) dizendo que quando perdemos alguém amado, temos até que viver um pouco por quem não vive mais na Terra. Então eu vejo os jogos do São Paulo como um tributo ao meu pai. Ao meu pai tão amado, tão doce, tão lutador, tão exemplar. Ontem, conversando com minha irmão Tali, lembramos de quando éramos pequenas e meu pai era bravo. Tadinho. Ele teve que se fazer de bravo a vida toda pra colocar no rumo certo os 8 filhos. Mas adulto, virou o que era. Meu pai era um anjo. A morte com certeza o fez voltar ao que era. Um anjo que Deus emprestou pra gente e que não fez mais que o bem. Do jeito dele, da forma dele. E como eu sinto falta de dizer PAI... Paiê..... Que palavra doce na minha boca......

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ 2009!!!


O Natal já está aí, batendo na porta e eu aproveito esse espaço pra desejar a todos que passam por aqui, dias muito gostosos, cheios de gente legal e muita esperança para 2009. Espero que o desemprego diminua, que chova no sertão árido, que pare de chover em Santa Catarina e em Minas, ou que pelo menos não chova demais..... Que os pobres tenham mais chance na vida e que os ricos aprendam a dividir um pouco. Que os católicos, os evangélicos, os espíritas, os judeus, enfim, que todas as pessoas respeitem a crença de seus irmãos. Que não haja mais discriminação contra os negros, os homossexuais, os portadores de necessidades especiais.... Que a televisão reveja seus conceitos, que a imprensa seja menos parcial, que os médicos sejam mais humanos e que as famílias se amem mais. Que os maridos e as esposas não desistam no primeiro problema e que a droga passe longe de todos os nossos jovens. Que nossas crianças tenham creche, comida, fantasias, amor e carinho. E muita saúde. Que nós aprendamos a sermos menos egoístas e que Deus se faça presente todos os dias de 2009. Que as doenças dêem lugar à saúde. A depressão, à felicidade. E que a gente possa ter nossos queridos sempre perto. Mãe, Junião, Cenise, Wilsão, Ana, Marcos, Maria Helena, Clara, Walter, Tali, Gigi, Fábio, Lu, Nina, Cora, Bre, Enzo, Gabri, Má, Ni, Maricota..... MÁRCIO E GIOVANNI.... E que os amigos estejam dividindo comigo todos os momentos: madrinha, padrinho, Rás, Rê, Clau, Vá, Li e suas famílias maravilhosas, Pá, Rô, Má, Lô, Eled, Claudinha, Rosana, Raquel, Cris, Bonin, Ju e tantos outros colegas do dia-a-dia..... Que a Angélica chegue com saúde e que vivamos com um pouco mais de paz. Paz entre todos.
Beijos para vcs!!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Coisa mais linda....

- Mamãe, como chama sua chefe no jornal?
- Fulana.
- Ela tem filho?
- Tem uma filhinha da sua idade. Por que?
- Porque eu tive uma idéia. Vc pode chegar pra ela amanhã e dizer assim: Fulana, tive uma grande idéia. Que tal a gente trazer nossos filhos para passar um dia no jornal?
Ahãm..... Vou falar sim.....


Giovanni foi com o tio Fábio e a tia Gigi andar de bici num parque. Lá, viu uma menininha com um carrinho.
- Você me dá uma carona?
- Não.
O avô da menina interviu e Giovanni sentou na "carona".
- Você sabe ir pra Rússia?
- Não.
- Você sabe ir pro Egito?
- Não.
- Você sabe dirigir em Piracicaba?
- Não.
Dirigindo-se ao avô, meu garoto diz:
- Desculpa perguntar, mas ela só sabe falar não??????

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O verdadeiro sentido do Natal


Essa imagem singela dispensa comentários....

FELIZ NATAL!

Que a 'Grande Magia' dos sentimentos de bondade, amor e fraternidade que norteiam as festas de final de ano, não se perca pela sua caminhada, e que este seja o rumo escolhido a seguir, porém, terá momentos em que poderá perdê-los, então NÃO DESANIME... busque-os dentro de sí tantas vezes quantas forem necessárias e siga adiante...!
Esta conduta operará verdadeiros milagres!
Que as bençãos do Alto sejam derramadas, contínua e abundantemente
em sua vida!
Você Merece!
Feliz Natal !
Feliz Ano de 2009 !

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Santa Catarina 2


Equipe relata drama de Santa Catarina

Ude Valentini

O Estado de Santa Catarina amarga, há um mês, o resultado das fortes chuvas que assolaram a região do Vale do Itajaí, com centenas de mortes, milhares de desabrigados e muito prejuízo material. Mas quem esteve próximo dos atingidos pela tragédia, não consegue esquecer o que viu e, principalmente, do espírito de solidariedade que paira no estado. Este é o caso da equipe da Supricel Logística, que levou todo o material arrecadado na campanha do Jornal de Piracicaba, Piracicaba Solidária Sem Fronteiras. A pedido do JP, dois dos cinco membros da equipe relataram o que viveram durante o dia que permaneceram em Blumenau (SC).

Fiquei impressionado com o que vi

"Trabalho como coordenador operacional da região Sul da Logística Supricel e moro em Curitiba, no Paraná. Fiquei sabendo que iria acompanhar as carretas e o caminhão-baú com as doações da campanha que o Jornal de Piracicaba fez, de Curitiba até Blumenau (SC), onde descarregaríamos as doações no Parque Vila Germânica, na quarta-feira, dia 3. Esperei o dia todo os caminhões chegarem, mas como houve atrasos na viagem, devido a deslizamentos de terra em alguns pontos da estrada, eles só chegaram no final da tarde. Eu já tinha conversado com a organização da Vila Germânica e eles me informaram que só poderíamos descarregar com hora marcada. Marcamos para a quinta-feira, às 9h30. Então resolvemos que toda a equipe deveria passar a noite em Araquari (SC). Saí de casa às 5h e parti para Araquari; de lá fomos para Blumenau. Ao chegar na cidade, fiquei impressionado com o que vi. Isso porque entramos pelo lado, digamos, bonito da cidade. Não sabíamos como chegar ao parque, mas uma senhora, quando nos viu, já entrou em seu carro, ligou o pisca alerta e nos guiou. O que vi nos galpões da Vila Germânica foi maravilhoso, pois eram aproximadamente 1.000 pessoas, entre voluntários, soldados do Exército, policiais, todos envolvidos em separar e distribuir as doações vindas de todo país. Enquanto o pessoal descarregava as carretas, saí andando por Blumenau, pois tinha prometido ao Jornal de Piracicaba que faria algumas fotos. Só tomei consciência da seriedade da coisa quando vi um quarteirão arrasado, todas as casas foram invadidas pela terra que desceu do morro e a rua não existia mais, só um grande monte de terra. E olha que não estou falando de casas humildes, são casas muito boas. Conversei com os moradores. Aliás, eles estão tão carentes com essa tragédia toda, que basta a gente chegar perto para eles abrirem o coração. Contam tudo, mesmo sem a gente perguntar. Só de alguém ouvi-los parece que sentem-se melhores. Em uma das casas, atingida por uma pedra gigante, o morador me disse que não sairá dali porque mora no local há 24 anos. E os vizinhos são tão sensíveis que é na casa de um deles que o morador está hospedado. Um outro morador do morro disse que sempre tomou todos os cuidados com a sua queda d'água e ele acha que o problema aconteceu porque os que moram acima, não cuidam. Outro caso que me chamou muito a atenção foi o de uma casa que está "ilhada" porque na frente dela, há um barranco de dois metros de profundidade. O dono só consegue sair de lá com a ajuda de um vizinho, por meio de uma escada, essas de madeira mesmo. Não pode nem tirar os carros. E também vi uma caminhonete S10 totalmente destruída. Ela estava em frente da casa, na hora da chuva. Falei também com o pessoal da Defesa Civil de Blumenau e fiquei estarrecido: foram aproximadamente 3.000 deslizamentos de terra. Não estamos falando nem de três, nem de 30, mas de 3.000. Fico pensando que, quando sair do trabalho hoje, tenho para onde voltar. Mas quantos deles ficaram sem nada? Isso me entristece muito. Mas me lembro de toda a ajuda que vi lá e já me sinto melhor". (Leumar Antonio de Oliveira, 33)

Nunca imaginei que a situação era tão grave

"Nasci no Piauí e moro hoje em Brasília (DF), onde sou motorista da Supricel Logística. A viagem de Piracicaba até Blumenau (SC) foi bem lenta. Tivemos que parar algumas vezes porque o pessoal estava limpando a estrada e a parada maior foi perto de São José dos Pinhais (PR), quando ficamos três horas devido a um deslizamento de terra. O sentimento que tínhamos era o de chegar logo para retirar as doações das carretas e do caminhão-baú. Enquanto a minha carreta era descarregada, meus colegas saíram pela cidade e voltaram bobos com o que viram. Quando eu saí para dar uma olhada, vi muita coisa destruída. Tudo o que vi foi o suficiente para acreditar que estava diante de uma tragédia. Venho de uma região muito pobre, no Piauí, e houve época em que, na minha casa, só havia farinha e açúcar para comer. Ao ver todas aquelas cenas em Santa Catarina, me lembrei do passado e fiquei bastante emocionado. Nunca imaginei que a situação era tão grave. Fiquei pensando que graças a Deus estamos no Brasil. Se fosse em outro país, será que a ajuda seria tanta? No parque, a demonstração de solidariedade das pessoas era incrível. Uma senhora pediu para me dar um beijo de agradecimento. Ela estava lá em busca de água. Eu jamais imaginava que iria participar de alguma ação referente às chuvas de Santa Catarina. Fiquei extremamente feliz em poder ajudar. Se pudesse, sem dúvida voltaria para ajudar". (Paulo Roberto Araújo de Souza, 40)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dezembro

Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou eu novamente. Ô mês corrido.... Mas não dá pra reclamar pq em janeiro.... FÉRIAS!!!! Nem acredito.... Mas sabe que foi bom? Voltei pra rua, fazendo matérias locais, revendo gente que não via há mto tempo, tendo que reaprender, ou relembrar, como é um lead perfeito. Acho até que ainda não cheguei lá. Mas foi bom pq cada dia eu tenho mais certeza que escolhi a profissão certa. Adoro o que eu faço.
No último sábado, fizemos - os Valentini - um Natal antecipado. Foi bem legal, faltaram algumas pessoas, mas a maioria tava lá. Até a Angélica foi..... Na barriga da mamãe. Giovanni agora está mais chegado à priminha, mas nunca vi adoração como a dele pelo tio Fábio. Meu cunhado italiano é mto mto fofo. Amoroso, tranquilo e com um sotaque simpaticíssimo. E joga video game. Que sobrinho de 6 anos não vai ser louco por um tio desses? E ontem, por incrível que pareça, ele caçou uma perereca (outra) para o Giovanni. E essa foi hoje pra escola. Tadinha..... Giovanni recomendou à "pretinha" que se comportasse bem na escola. E pra dita cuja não passar fome, colocou comida de peixe no vidro de palmito com tampa furada.
Ele está cada dia mais fofo e a mãe, cada dia mais babona.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Consulta

Deitada no sofá, recebi a visita do dr. Giovanni.
- Minha senhora, o que a senhora está sentindo?
- Não sei, doutor.
- Deixa eu examinar.
Fazendo de conta que estava com o estetoscópio no meu peito:
- Hum.... o coração tá batendo. Vou tirar seu termômetro (temperatura).
- E aí, doutor, estou com febre?
- A senhora está bem mal, com 23 litros de febre.
- Filho, febre não se mede em litros, mas em graus.
- Ah, e quantos graus é febre?
- De 37 a 40.
- Então a senhora está com 40 graus de febre.
- Mas o que eu tenho, doutor?
- Acho que é gripe. Mas fique tranquila porque seu coração está batendo.
Então tá.

Bunitinhos...........


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Casamento

De acordo com dados divulgados hoje pelo IBGE, no Brasil, para cada quatro casamentos, há uma dissolução, mas em Piracicaba, para cada 2,3 casamentos, há uma dissolução. Escrevendo uma matéria sobre as estatísticas de registro civil, fiquei pensando nisso. Se o casamento é uma instituição falida, como muita gente diz, por que tem tanta gente casando?
Isso me lembra uma sessão de terapia, quando falamos sobre o fim do amor. E acabei experimentando, na prática, que o amor não acaba assim, do dia pra noite. Pode acabar a paciência, diminuir a paixão, mas se a gente não se desdobrar para resolver as coisas e passar adiante, se for engolindo sapos sem analisá-los, um dia o saco enche e a gente "acha" que o amor acabou. E depois entra em outra relação e assim vai.... Na primeira decepção, acabou de novo. Mas por que as coisas estão assim?
Eu acredito que td é movido pelo imediatismo. A gente quer ser feliz na hora. Deu xabu? Tchau. Ninguém quer mais investir no outro. Porque todo mundo se enche com as manias, os exageros, os mau-humores, etc etc etc. Mas se a gente aprendesse a fixar-se no que é bom, com certeza muitas separações seriam evitadas. Agora, é óbvio que se tudo é ruim, fica difícil. Mas vale a pena tentar, lembrar do que era bom e tentar reviver o que era bom. Sinceramente, não acho impossível.....
Já imaginou que coisa chata ter que conhecer outra pessoa, perguntar tudo de novo, descobrir tudo de novo, do que vc gosta, do que não gosta, tem pai, mãe, irmão, filho, gato e galinha? Pelo amor de Deus.... Pra depois perceber que todo mundo tem problema, chulé, etc????? Valei-me!!!! Melhor ficar com o que a gente já conhece......

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Papai Noel


Meu filhão quer ganhar um dinossauro que anda, com controle remoto, faz barulho, sei lá o que mais.
- Mamãe, é uma maravilha, a bateria a gente recarrega na tomada. Nem precisa ficar comprando pilha.
É, quem vai gostar dessa economia é o Papai Noel....
Bom, o dinossauro, ele pediu pro Bom Velhinho e pra mim, foram bonequinhos do Ben 10. Pro pai, ainda não pediu nada. E a lista cresce..... Mas não reclamo, não.... Acho importantíssimo que ele cresça cheio de fantasias.... Vão durar pouco mesmo... Já já aparece alguém pra dizer pra ele que blá blá blá.....
- Mamãe, se eu cair com você no amigo secreto, o que vc quer ganhar?
- Uma tonelada de beijos.
- Ah, isso não vale.....
- Então duas toneladas de beijos....
- Ah, eu não vou cair com vc!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Promoção


Sábado o Gico teve festival de natação, mas como a mamãe tava trabalhando, foi com o papai, a Cacá e a vovó. A mamãe aqui ficou com o coração despedaçado, mas tudo bem pq a tia zelosa tirou fotos, filmou, a vovó torceu muito e o papai deu a maior força. Pois é, deu tudo certo. Tão certo que ele foi promovido. Passou do raso para o meio da piscina, sempre com o objetivo de fazer parte da turma do fundo.
Turma do fundo. Engraçado, escrevendo "turma do fundo" me lembrei dos anos de colégio, onde eu era membro atuante da turma do fundo. A vida inteira eu sentei no fundo. Primeiro porque sou alta, segundo porque não era exemplo de comportamento pra ninguém. Acho que nasci para fazer parte da turma do fundo, dos inconformados, dos agitados - não agitadores, dos inquietos e dos difíceis de domar. Eu pensava sempre assim: "Por que tenho que ser boazinha, tirar ótimas notas para as pessoas gostarem de mim? Eles têm que gostar pelo que eu sou". Ai, que engano.... Muita coisa poderia ter sido evitada se eu fosse mais madura. Um pouquinho só. Não muito, não.....
Mas voltemos à promoção. Ele está muito feliz, se achando....
- Se eu me dedicar muito, não vou demorar pra ir pra turma do fundo, mamãe.
É isso mesmo. A turma do fundo é feliz. A turma do fundo já sabe nadar. Sabe se defender. Saudades da turma do fundo......