sábado, 29 de novembro de 2008

Bom dia!

Estou eu cá trabalhando, trabalhando, trabalhando. Pausa para o café. Minutinhos para escrever. Deixa o café pra depois. Hoje estou de plantão, rezando pra que não haja nenhum acidente grave, nenhum homicídio, nenhuma rebelião. No dia em que vou cobrir uma matéria que, pelo que sei, será uma reunião para falar sobre o holocausto. Quando penso nisso, custo a acreditar que houve gente capaz de tanta, mas tanta mesmo, maldade. Em contrapartida, em um barracão do jornal, 20 adolescentes, guardas-mirins, estão fazendo a triagem de todo o material arrecadado pelo jornal para as vítimas das enchentes de Santa Catarina. Convidei minha irmã Cacá para ajudar. Ela atendeu prontamente. E como uma boa comandante, botou ordem e o trabalho começou. Todos ajudando. E enquanto ajudam, as meninas cantam. Coisa mais bonita. Jovens, que poderiam estar em casa dormindo, estão se dedicando a um Estado e a pessoas que nunca viram. E cantando. Não há nada melhor que poder ser útil. Agora, lá vou eu para o Plantão Policial.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Benvinda!!!!


Esse é o pézinho mais lindo do mundo.... Ainda está bem guardadinho, mas logo logo estará correndo por aí..... Minha sobrinha Angélica.... Ai, tô tão ansiosa pra ver a carinha dela..... Toda vez que vejo uma mulher grávida, e agora especialmente minha irmã Gi, me lembro de uma música que o Caetano Veloso fez para seu segundo filho, dando as boas vindas... Reproduzo aqui, porque eu cantava sempre pro Giovanni, quando ele estava na minha barriga..... Claro que com adaptações..... E pra ela, com outras adaptações....

"Sua mãe e eu
Seu pai e eu
E a irmã do seu pai
Minha mãe e eu
Meus irmãos e eu
E os pais do seu pai
Sua mãe e eu
Meu filho eu
E o pai do meu filho
Minha mãe e eu
Meus irmãos e eu
E os pais do seu pai
E a irmã do seu pai
Lhe damos as boas-vindas
Boas-vindas, boas-vindas
Venha conhecer a vida
Eu digo que ela é gostosa
Tem o sol e tem a lua
Tem o medo e tem a rosa
Eu digo que ela é gostosa
Tem a noite e tem o dia
A poesia e tem a prosa
Eu digo que ela é gostosa
Tem a morte e tem o amor
E tem o mote e tem a glosa
Eu digo que ela é gostosa...."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Rosana

Chegamos na casa da vovó bem cedo.
- Cadê a vovó?, perguntei.
- Deve estar no quarto dela, vendo TV.
Agora é a deixa do Giovanni.
- Ela deve estar assistindo a missa.
- Como vc sabe, filho?
- É que eu ouvi alguma coisa assim, "Salvem a Rosana, Rosana nas alturas".
Então tá!

Santa Catarina

Estou absolutamente triste com todas as notícias que estou lendo sobre as tragédias que abatem o Estado de Santa Catarina. Quando e como podemos nos preparar para esses desastres naturais? Nessas horas me lembro da insignificância do ser humano diante da força da natureza. Nós não somos nada, mas vivemos como se fôssemos o centro do mundo. Eu sou igual a você, igual ao fulano e ao ciclano. Não importa onde vivamos, como vivamos. O que nos faz iguais é a grandeza do universo. Diante dele, somos irremediavelmente iguais: brancos, negros, asiáticos, católicos, judeus, muçulmanos, ricos, pobres, poderosos e humildes. Somos irmãos. Quando uma coisa dessas acontece, não poupa ninguém, mesmo os que não são materialmente afetados, pois quem vive na nossa cidade, no nosso estado, no nosso país, é nosso irmão. E deveria ser assim com todos os habitantes desse nosso tão castigado planeta. Se enxergássemos dessa forma, o mundo seria muito melhor, pois eu não vou destruir minha "casa", já que ela abriga também bilhões de outras pessoas. É tão difícil???? É. E por que? Porque, ao invés de sermos solidários, de vivermos em harmonia, queremos poder. O que ganha mais, o mais inteligente, o que mora na casa mais bonita, o que tem o carro mais possante, o que estudou mais..... Mais, mais, mais, sempre mais. Até onde isso vai dar???? Qual será o futuro do homem? Já vivemos numa época onde se mata por uma porcaria qualquer. Porque alguém achou que o outro lhe olhou torto. O pai que não quer pagar pensão pros filhos. A mulher que quer a fortuna do marido. O vizinho que tem inveja do outro. O sentimento de posse de um homem por uma mulher que deixou de amá-lo.... O filho drogado que esfaqueia o pai, a mãe, a avó. Dá pra reverter esse quadro? Dá sim, se eu começar no meu círculo. Se eu mudar de atitude com o meu vizinho, com o meu colega de trabalho, com a caixa do supermercado, com o guarda de trânsito, com meus familiares e meus amigos. Se eu me enxergar no outro. Me colocar no lugar dele. Me lembro do filme "A corrente do bem". Maravilhoso. Podemos começar assim, com uma coisa bem simples.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Descobrindo....

- Mamãe, chinelo tem som de X, mas escreve com "ce agá".
- Pois é, isso mesmo.
- E Jesus não começa com "gê"; começa com "jota".
Como é lindo ver nossos filhos descobrindo a vida, seja por meio de letras, seja por experiências vividas, viagens, etc. No final de semana passado, Giovanni "caçou" uma perereca no sítio. Munido de luvas de borracha, um vidro de palmito - com a tampa devidamente furada, lá foi ele, junto com o pai e o padrinho. Na verdade, quem fez td foi o padrinho, mas quando ele voltou com a perereca, "batizada" por ele de "Pintadinha", eu quase morri de susto. Claro que ele quis levar a coitada pra casa. E fez o pai caçar mosquitos para alimentá-la. Eu só pensava na possibilidade da perereca escapar.... Já imaginou????? A condição era levá-la só por uma noite. "Amanhã cedo vamos devolvê-la à natureza, ok?"
Bom, o vidro foi instalado devidamente dentro do tanque de lavar roupa. Confesso que acordei várias vezes para ver se a Pintadinha estava guardada. Meu marido idem. No dia seguinte, depois de apresentá-la para a vovó e a Cacá, rumamos com a perereca para o sítio. E lá, Giovanni soltou a estressada perereca. Que judiação..... Agora ele quer caçar outra, fazer uma pintinha com esmalte de unha para acompanhar seu crescimento..... Idéia da amada madrinha.... Ainda bem que essa não vai ter que ficar confinada num vidro de palmito....

Vida


NÃO HÁ MAL QUE DURE PARA SEMPRE, NEM BEM QUE NUNCA SE ACABE!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Batata quente

Sei mto bem como esse pintinho está se sentindo. Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come. Ou não.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tudo novo

Numa sexta-feira, tudo mudou. Outra sala, outra mesa, outras caras, outras tarefas. Tudo novo. Tudo de novo. Há coisas na vida que a gente não entende na hora, mas que um dia a gente descobre o porquê. Mudei de setor, voltei no início. Me sinto uma foca. Mas não reclamo. Realmente na vida tudo tem um motivo, uma razão. Talvez alguma coisa tenha ficado pra trás e eu terei a oportunidade de resolver. Talvez eu não tenha sido entendida, mas o que importa é mesmo a tranquilidade de minha alma. Estou tranquila. Sei quem eu sou, sei porque sou. Sei o que estou fazendo aqui, só não sei o porque estou aqui. Mas vou saber. O tempo irá me mostrar. Não quero apressá-lo. Deixar as coisas rolarem. Deixar a emoção passar. Deixar a razão tomar conta de novo. No trabalho não deve-se ter emoção, ce num sabia disso Ude????? Temos que ser racionais. Onde eu trabalho, eu trabalho. Onde eu vivo, eu vivo. Só isso.....

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Desafio

Viver é um desafio diário. Quando se é mulher e mãe que "trabalha fora", esse desafio é maior ainda. Hoje de manhã, tomando café na minha mãe, Giovanni diz: "O Nicolas (amigo da escola) que é sortudo. A mãe dele não trabalha". Facada no coração. Foi isso que eu senti. Dei uma driblada, mas aquilo me pegou de jeito. Sempre achei que filho pequeno precisa de mãe por perto. Mas cada um sabe onde o calo aperta, não é mesmo? Mesmo que eu quisesse, porque eu adoro trabalhar, não poderia me dar a esse "luxo". Mas fui trabalhar com o pensamento fixo nisso. Será que eu seria uma mãe melhor se não trabalhasse? Será que minha relação com ele seria tão maravilhosa se vivêssemos o dia todo juntos? Será que ele seria tão livre como é hoje?
Não sei a resposta para essas questões, mas afirmo que não gostei nada nada de sentir o que senti. A danada da culpa. Culpa é terrível. Não gosto de sentir culpa. E não acho que esse caso é para que eu me sinta assim. Porque tudo o que eu faço é para o bem-estar dele, para a felicidade dele. Talvez se eu tivesse escolhido outra profissão, teria horários mais flexíveis. Mas ele não teria o vocabulário que tem, nem a paixão por livros, nem o amor pelas "letras". É. É isso mesmo. Giovanni tem uma mãe que o ama demais e que trabalha fora. Fazer o que????

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Gente chata

Não sou a pessoa mais legal do planeta. Eu tento, claro, mas não sou. Mas também não me considero chata. Tô falando isso pq não tem nada pior que aguentar um chato. E eu morro de pena dos chatos pq acredito que a maioria não sabe que é chato. Por que, por acaso alguém escolhe ser chato? Acho que não. Se soubesse, talvez tentasse melhorar. E como falar pro chato que ele é chato? Ser chato não chega a ser um grande defeito, mas ninguém suporta. Outra coisa que eu noto é que o chato ou a chata sempre casam com uma chata ou um chato. Como diria minha amiga Valéria, "jacaré não anda sozinho". Será que o fruto da junção de dois chatos gera chatinhos? Tomara que não. E na vida da gente sempre tem uns chatos, né! Bom, vou parar com esse papo que já tá mto chato!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cria fama, deita na cama!

Tenho fama de furona. Fama antiga essa. Vem dos tempos da adolescência, quando eu combinava uma festa, um barzinho ou mesmo ir na casa de alguém e na hora agá.... eu não ia. Não ia e acabou. Essa fama me acompanhou por muitos anos e fez presença tbém nas festinhas de criança. Eu não suportava festinha infantil. Nem sei porquê. Mas não ia, não ia mesmo. Depois que me tornei mãe, comecei a ir e, para minha surpresa, a gostar. Mesmo assim, dei furo em várias. Tem gente que considera os meus furos um sinal de egoísmo. Mas não é. É difícil de explicar porque minha cabeça só eu entendo. Ou nem eu. Me bate uma coisa de "o que que eu vou fazer lá?" que é maior que a minha vontade de ir. Bem maior. Mas eu venho me contendo nos últimos anos. Pode perguntar pras minhas amigas, raramente tenho furado.
Outra coisa que me acompanha é uma sensação de querer ir embora do lugar que eu estou. Socialmente falando. Não sei o que é. Só sinto que tá na hora de ir embora. "Vamos embora, filho. Tá na hora". Isso eu fiz a vida toda. Vou embora, levanto e vou embora, ara!!!! Giovanni está crescendo. Antes ele parava o que estava fazendo e dizia "Vamos, mamãe". Hoje não é mais assim. Se não chora, faz bico. E que bico. Fica muito bravo. E eu vou amolecendo. "Mais cinco minutos". "Mais dez minutos". E assim vai.....
Vamos ao terceiro tópico dessa conversa.... Meu marido é um cara calmo, bem calmo. Sou sempre eu que armo os esquemas, as saídas, as festinhas. E ele vai, na boa. Nunca disse, nunca mesmo, "Não vou", "Não tô afim", "Não quero". Nunquinha. Pois chegamos ao centro da conversa. Sábado eu provei meu próprio veneno. Forma de falar, porque não faço nada disso de propósito; é só uma esquisitice minha. Voltando ao sábado. Tínhamos um churras e um casório. E tbém um outro churras, que não íamos devido ao casamento. Então o programa era o seguinte: primeiro o churras, depois o casório. O churras tava ótimo. Mas eu não tava boa. Eu queria ir embora. Nada de anormal em se tratando de Ude. Mas fomos ficando, ficando. O casamento era às 20h30. Saímos de lá às 19h50. Como é que uma mulher pode tomar banho e se emperiquitar para um ca-sa-men-to, não era festinha, era ca-sa-mento, em bem menos de uma hora? Pelo amor de Deus, impossível. Eu já tava fula.
Chegamos em casa. Não vou ao casamento. Não vou e pronto. Muito, mas muito brava. Eu ainda tinha que, nesses minguados minutos, levar meu filho na minha mãe. Convencê-lo a dormir na vó. O que meu marido calmo fez? Nada. "Tem certeza que não vamos ao casamento?". Eu nem respondi. Giovanni prontinho para dormir, caiu no sono. Tomei banho e deitei. E vem o calmo.
- Eu vou no churras (aquele, que a gente não ia por causa do casório).
- Se eu fosse você, eu não ia.
- Mas eu vou.
E lá foi ele. E eu fiquei. Ficamos eu e Gico. Quando chegou, me acordou. Chorei de arrependimento. E ainda recebi um email da minha amiga do casório. "Sua fama de furona é irrecuperável, baby. Recuperação só na próxima encarnação!".
Fóda, né!
(nessa foto, o "bicudo" tá com minha cara de "vou embora")

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O grande dilema

Giovanni tem seis anos. Em 2009, vai para o primeiro ano dos atuais nove. Não adianta negar: mãe de filho único é ansiosa, preocupada, cheia de cuidados. A maioria das crianças do pré 2 vai mudar de escola. Se eu deixá-lo lá, será que vai sentir-se excluído? Será que ficará ressentido? Será que vai achar que foi deixado para trás? Ai meu Deus.....
Fulaninho vai pra tal escola, ciclaninho também, a turma é ótima e unida, não vamos separá-los. Angústia. Como já disse em post anterior, a nova escola é boa. É ótima. É cara. E muito. "Mas é a melhor, Ude. Seu filho merece o melhor". "Ude, ele vai te cobrar mais tarde". "Você não vai conseguir segurar o consumismo". "Ele vai querer o que todos tem". "A escola é longe". "Tadinho, não pequeno numa van ou ônibus". PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!!!
Será que é tão difícil assim mudar um filho de escola? E por que eu devo mudar de escola se ele ADORA onde está? Por que todo mundo vai? Por que eu é que me sinto insegura em não acompanhar o grupo? Ou por que eu tenho que provar pra mim que eu posso colocá-lo "no melhor"?
Ontem a angústia acabou. Decidi. Ele fica. Não vai. FICA. E vai progredir como sempre progrediu. E vai aprender como sempre aprendeu. E vai ser feliz como sempre foi. ALELUIA! QUE ALÍVIO!!!!!!!!!!!!
Decisão tomada, "tio Paulo" diz:
- Giovanni, sua mãe tem uma novidade pra te contar.
- O que?
- Depois ela te conta.
No carro, debaixo de uma chuvona, ele pergunta:
- Então, o que vc tem pra me contar?
- Que vc fica na escola o ano que vem. Não vai sair.
- UAUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MARAVILHA, MAMÃE!!!!!
Maravilha digo eu. Passei por tanto estresse e em nenhum momento considerei o quanto meu filho é feliz lá. Na sua terceira casa (a segunda é a da vovó).
- Mamãe, eu tô muito feliz....
Tem alguma coisa que pague isso? Tem dinheiro no mundo que pague a tranquilidade e a felicidade de um filho? Porque o meu estresse com certeza, em alguns momentos, passou a ser dele. Sacanagem minha, não?
Dormi essa noite como um anjo...... e ele também!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama neles!

Neles, em nós, ao redor do planeta. Juro que sinto vergonha dos comentários que ouço e dos que ando lendo nas colunas de "comentários" de grandes jornais brasileiros. Na roda de amigos. Na portaria do prédio. A maioria deles carrega um quê de ufanismo, mas em outros casos, o racismo - velado ou não - impera. E fico pensando. Ninguém tem mais nada a acrescentar além do quanto é maravilhoso os EUA ter eleito o seu primeiro presidente negro?
Não conheço Obama, nem ao menos os EUA. Mas me choca ainda o fato de todos enaltecerem o "negro no poder". Não aguento mais isso. Até uma funcionária afro-descendente do meu trabalho ganhou o sobrenome do presidente eleito. O que vejo em Obama é uma enorme oportunidade de mudança. É a rejeição do podre, do ransoso, do maquiavélico político. Temos aos montes no mundo todo, claro. Aqui, ali, acolá. Mas convenhamos: toda essa loucura porque o cara é negro? Aliás, nem negro é.
Isso me lembra um pouco a primeira eleição do presidente Lula, OBVIAMENTE numa escala infinitamente inferior. Porém não consigo deixar de sentir um leve receio. Não que haja termo de comparação entre Obama e Lula, isso é fato, mas e se o governo dele não for tudo isso? E se o cara ficar engessado? Pra onde pode ir a economia mundial caso o negócio desande?
Acho que tudo isso que me passa pela cabeça não deixa de ser um pouco de trauma. Trauma de acreditar, de investir, de saudar, de sonhar.... e ver o castelo ruir porque sua base era de areia. E bem seca. Tomara eu esteja só pessimista......

Fofos....


Dia-a-dia

Cena 1

Eu, meu amigo Rodrigo e Giovanni no carro. A conversa gira em torno de onde vou matricular o Giovanni para o 1º ano. A escolha recaiu numa escola ótima, onde estuda a elite, a nata piracicabana. Muita gente diz que vou sofrer porque não poderei dar ao meu filho o padrão dos outros.
- Rô, eu era pobre, estudei em colégio ótimo, nunca tive o padrão dos demais e nunca sofri por isso. Aliás, eu não era pobre; eu sou pobre.
Silêncio. Segundos depois:
- Mamãe, a nossa geladeira está sempre cheia.
Tomei, né! Essa foi merecida!!!!!


Cena 2

Cinco da manhã. Giovanni vem pra minha cama, CLARO!
- Filho, é madrugada, vc precisa dormir.....
- Mãe, eu descobri uma coisa, tenho que te contar. Olha só: caminhão tem três sílabas, ca-mi-nhão. Olha o que eu descobri: nhão-mi-ca.
E assim foi para orelha, batata, Ude, Márcio, Giovanni, cavalo, faca.....
- E olha o que mais eu descobri: xixi, coco, pipi, dá tudo a mesma coisa...... Eu sou espertoooo.....
Então tá.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Lidando com as frustrações

Nem tudo é como a gente quer. Lógico que não. Mas tem coisas com as quais a gente sonha, está perto de realizar e aí tudo se desfaz, vira fumaça. E não é fácil lidar com isso. Não é msm. Principalmente quando o que queremos não é pra gente e sim pra quem a gente ama. Vivemos num mundo mto materialista, isso até os mais lunáticos sabem. Mas isso tá cada dia pior. Só tem valor aquele que mostra ter mais. Mostra, porque muita gente não tem nada e investe apenas no "mostrar". O conteúdo está em último plano. Será que ninguém está interessado no ser humano pela essência? O que a gente pensa, sente, processa, não vale? Não vale a intenção de ser diferente, de ver além, de vasculhar o que não é palpável? Não, ultimamente não vale. Será?

Cada um dá o que possui
(desconheço o autor)

Uma pessoa maldosa resolve presentear uma outra pobre por seu aniversário e ironicamente manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras. Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante.
Gentilmente, o aniversariante agradece e pede que lhe aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza. Joga fora o lixo, lava a bandeja, enche-a de flores, e a devolve com um cartão, onde diz: "Cada um dá o que possui."
Assim, não se entristeça com a atitude de algumas pessoas, não perca sua serenidade. A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado e a mágoa envenena o coração. Domine suas reações emotivas. Seja dono de si mesmo.
Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento.
Não perca sua calma. Pense antes de falar e não ceda à sua impulsividade.
"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra".

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sabidão!


Domingo fomos almoçar tarde. O restaurante escolhido foi o único do bairro Monte Alegre. Algumas amigas já haviam me indicado e o Giovanni já tinha ido com a Cacá e a vovó. Na estradinha, continuamos reto e entramos nos domínios da VCP.
- Pai, não é por aí, tá errado.
Continuamos. Mais alguns metros, um portão fechava a estrada.
- Não falei? A Cacá também errou aqui. Tem que voltar.
Trocamos aqueles olhares de quem esconde o riso e retomamos por outra estrada. Andamos, andamos, quase cruzamos o bairro.
- Acho que erramos, vamos voltar.
- Não mamãe, eu sei onde é. Pai, vai, segue em frente, pode ir, vai, vai.
Fomos em frente e segundos depois:
- Olha aí, não falei??? É aqui.... Eu sabia que era aqui.....

Meu pé esquerdo

Semana passada acordei com o pé esquedo, tinha que ser o esquerdo, inchado. Neura, liguei pro meu médico (ginecologista).
- Doutor, estou com o pé inchado.
- Pé inchado? Que mais?
- Mais nada. O sr. pode me dar um diurético?
- Não Ude, inchaço pode ser muita coisa. Procure um cardiologista.
No mesmo dia, a Fabi (professora de ginástica laboral do jornal) deu uma olhadinha:
- Ude, vc torceu o pé.
- Mas não dói nada, Fabi....
- Faz compressa de gelo e se não melhorar, procure um médico.
Beleza. Isso foi na quarta-feira. Quinta, sexta, pé inchadaço. Sábado fui ao plantão. Enquanto quatro pacientes, incluindo eu, esperávamos, dois médicos falavam sobre carros dentro do consultório, com a porta entreaberta. Meu sangue ferveu. Espera, espera, espera. Entro. Doutor com cara de poucos amigos.
- O que a sra. tem? (sra é sua vovózinha!)
- Meu pé está inchado.
- Dói?
- Não.
- Hummmm.....
(doisssssss....)
Silêncio.... Passando o medo de tocar em um paciente, o médico pega meu pé. Aperta aqui, aperta ali. Dor.....
- Vc está com os tendões inflamados.
- O que pode ter causado isso?
- Muita coisa.
- O que por exemplo?
- Uma torção, um sapato novo...... Vc vai tomar um relaxante muscular e um antinflamatório. Quer tomar uma injeção?
- Não obrigada. Dr, eu tomo antidepressivo, tudo bem?
- Tudo bem, sem problemas.
Saí de lá, passei na farmácia, comprei os remédios.
Resumo da ópera: fiquei duas noites sem dormir e ganhei uma labirintite. E não fiz raio X nenhum. Hoje tô com dor, com a cabeça meio zonza. Ai, meu pé esquerdo.....