sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Farol

Ao pé do Farol!

(por Alexandre Pelegi)

Li certa vez que ao pé do Farol não há luz.
Mas e quando falamos não de proximidade geográfica, mas sensitiva, como na relação entre pai e seu filho, por exemplo? Somente hoje me vejo distante de meu pai o suficiente para enxergar, com relativa nitidez, a luz de seu Farol; e para compreender a liberdade acolhedora de seu amor que, à época, eu percebia como sufocante e limitador.
Foi preciso jogar-me ao mar, navegar nas ondas e intempéries daquilo a que chamamos vida, para vislumbrar não somente o que me tornei, como para reconhecer a segurança do porto de onde parti. Para finalmente entender não apenas o que hoje sou, mas de quais raízes brotei...
Lembro de quando jovem ter dado a meu pai um livro do genial poeta Kahlil Gibran. Na poesia chamada "Dos Filhos", Gibran escreve: "Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma."
Eu, como jovem, clamava por liberdade. E, como jovem, ignorante e esquecido dos perigos do desconhecido, enxergava apenas o mar que à minha frente se expandia. Dar o livro a meu pai era como dizer a ele: "me deixa viver, me conceda a liberdade plena da experiência." Lembro que toda vez que discutíamos sobre liberdade ele me falava dos perigos que a vida nos reserva. Mas eu estava ao pé do Farol, enxergava a beleza do horizonte, mas meus olhos não percebiam a dureza do percurso...
Hoje sou pai.
Filhos crescem, amadurecem, e percebo que como muitos pais eu continuo a tratá-los como se tivessem sempre a mesma idade, a mesma mentalidade, as mesmas fraquezas... Se hoje eu entendo, que para aprender a navegar eu precisei desafiar os tormentos e as borrascas do mar, é chegada a hora de aceitar um dos inescapáveis desígnios da vida: se nossos filhos estão ao pé do Farol, eles só poderão ver a luz se entrarem mar adentro...
O melhor que posso fazer é desejar-lhes boa viagem. E torcer para que carreguem consigo um pouco de minhas raízes.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Moda







Fiz uma entrevista para o caderno Arraso com o "todo-poderoso" John Casablancas na terça-feira passada, na inauguração de sua mais nova agência de modelos, em Piracicaba. Nessa agência, John é sócio do meu arqui-amigo Newton Oliveira, um superdescobridor de talentos. Desejo a ele o maior sucesso do mundo, porque ele é mto fofo, supercompetente, uma alma maravilhosa.




(entrevista publicada no Jornal de Piracicaba em 30/10/2008)

Piracicaba no centro da moda
(Ude Valentini)

Responsável pelo aparecimento de nomes como Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Heidi Klum e Gisele Bündchen — da qual é o mais famoso desafeto, o veterano do mundo da moda John Casablancas acaba de fincar um pé em Piracicaba: inaugurou na terça-feira, em parceria com Newton Oliveira, a agência Newton Oliveira Joy Model. Criador da Elite Models, uma das maiores agências do mundo, Casablanca vai de vento em popa com a Joy Model Management, tanto em Milão, quanto em São Paulo, e agora em Piracicaba. Um dos projetos de Casablancas na Joy será o Concurso Beleza Mundial, onde as candidatas terão que ser indicadas por profissionais de beleza, de todo o país. Aqui um pouco mais de John Casablancas.
Arraso — Você ficou oito anos praticamente aposentado. Quando surgiu a idéia de abrir uma nova agência?
John Casablancas —
Depois que vendi a Elite, fiquei envolvido em alguns projetos, mais como consultor. Organizei eventos de moda em Miami e fiz coisas para me ocupar, me divertir, porque eu tinha um contrato de não concorrência. Num certo momento, montei um projeto que ia ser muito importante com um grupo financeiro muito grande, mas algumas vezes dinheiro demais num projeto estraga a natureza do negócio. Então retomei tudo e desenhei um projeto baseado principalmente na pesquisa de modelos, que chamamos de scouting (uma espécie de caçador de talentos). Nesse momento eu tinha um amigo montando uma agência em Milão — a Joy Milano — e comprei uma participação. Virei sócio e começamos a desenvolver a Joy internacional. Aí a Liliana Gomes, que era minha diretora de scouting nos anos gloriosos dos concursos da Elite, estava livre, se separando da Viva de Paris; fiz sociedade com ela e montamos a Joy em São Paulo.
Arraso — Agora você está no Brasil em tempo integral?
Casablancas —
Passo muito tempo no Brasil, sou casado com uma brasileira. Então eu considero o Rio de Janeiro minha segunda residência. Eu divido meu tempo entre Miami, Rio e a Europa.
Arraso — Como está indo a Joy?
Casablancas —
Estamos numa fase de dar uma dimensão muito grande, pois gosto de ver as coisas muito grandes. Nosso objetivo é o de ser a maior organização de recrutamento do mundo. Quero trabalhar com todas as grandes agências de Paris e Nova York, coisa que não podia fazer quando eu era somente a Elite. A Joy tem a ambição de estar em certos mercados, como São Paulo por exemplo, mas principalmente se dedicar a achar as modelos que vão fazer carreira internacional. Vamos trabalhar com as principais agências de Paris, Nova York, Londres, Milão, Alemanha.
Arraso — Como o Newton Oliveira entrou nessa história?
Casablancas —
O Newton estava dentro da organização, sendo o scouting da Joy. Era a pessoa que estava prevista para ser o scouting para o concurso Beleza Mundial. Ele começou a ficar superocupado em desenvolver a região e a agência dele. Chegou o momento em que ou íamos ter que nos separar ou nos unir. Naturalmente preferimos muito nos unir. Ele tem um grande talento e o que faz entrosa muito bem com o que nós fazemos. Logo, em vez de fazermos uma espécie de acordo, fizemos realmente uma união, com ele passando a chamar Joy e a fazer parte do grupo de agências Joy. Naturalmente ele vai passar mais tempo desenvolvendo o território dele.
Arraso — Essa é uma fórmula que você pretende levar adiante, ou seja, unir-se com profissionais para abrir outras agências Joy?
Casablancas —
É uma idéia, mas unicamente quando com pessoas como o Newton. E isso não é fácil de achar: com talento, energia, que entende do negócio e que pode ser um bom parceiro.
Arraso — Como será o Concurso Beleza Mundial?
Casablancas —
O concurso foi uma oportunidade que Liliana teve, antes de se unir comigo. Quando comecei a falar com ela para abrirmos a Joy, ela já estava falando com a Mundial Beauty Care, que virou nossa patrocinadora. E eles estavam discutindo, mas não tinham fechado negócio. Quando entrei, eles gostaram dessa nova dimensão e o negócio rapidamente fechou-se. Queremos fazer um concurso como no sistema antigo, um trabalho sério. Não é uma coisa para show. É realmente uma pesquisa destinada a se desenvolver em quatro ou cinco anos. Queremos utilizar profissionais do mundo da beleza como nossos olheiros. É uma fórmula muito nova. Não sabemos ainda os mecanismos e se vão funcionar.
Arraso — Será como um laboratório?
Casablancas —
Sim, um laboratório. Tenho certeza que vamos cometer alguns erros mas a idéia é muito interessante porque esse pessoal — manicures, pedicures e cabeleireiros —, muitos deles são muito humildes. Mas sendo eles muito humildes ou dos salões mais badalados, todos têm em comum um grande amor pelo mundo da moda. Gostam das revistas de moda, das colunas de moda. Então nós vamos dar uma oportunidade às pessoas que normalmente teriam ficado muito longe desse universo de sonho, para realmente participarem e ficarem próximas às grandes escolas.
Arraso — Como é trabalhar nesse universo de modelos?
Casablancas —
Tem dias bons e dias ruins. Eu, pessoalmente, não quero fazer mais. Eu adoro descobrir talento, colocar o talento na boa direção, dar todas as dicas e os conselhos, prepará-los e depois deixá-los seguir. Eu já passei muitas horas falando com modelos e estou um pouco cansado.
Arraso — A modelo brasileira é diferente?
Casablancas —
Ela é fisicamente interessante porque o Brasil tem todos os tipos imagináveis. E além do físico, tem aquele toque brasileiro, aquela alegria, aquela sensualidade, aquele jeito que o mundo adora. Acho que a modelo brasileira ainda tem muitos e muitos anos de sucesso pela frente.
Arraso — O estereótipo de modelo deve mudar nos próximos anos?
Casablancas —
Tenho realmente uma posição muito forte contra esse movimento de modelos cada vez mais jovens e cada vez mais magras. Acho essas duas coisas completamente erradas. Ás vezes sou como todos e vou com o movimento: se vejo uma menina linda de 13, 14 anos e sei que todo mundo está atrás, eu não vou deixar passar. Mas no concurso não vou admitir candidatas com menos de 15 anos. Ter que lidar com essas meninas, que são tão jovens, é uma responsabilidade enorme. Eu sou da opinião que moda é um pretexto para a sensualidade e é muito difícil pedir para uma menina de 13 anos ser sensual.
Arraso — Como você define uma boa modelo?
Casablancas —
Bom, é muito difícil porque tem muitos tipos de boas modelos. Mas para mim uma boa modelo é uma pessoa que tenha a faculdade de mostrar as roupas, os desenhos, as maquiagens e as obras de outros de uma maneira particularmente espetacular, e que ao mesmo tempo, tenha sua própria personalidade, que imprime no que faz. Poder ser um "cabide" com muita personalidade e não somente um cabide.
Arraso — Você escreveu um livro que mesmo antes de ser lançado já está causando polêmica...
Casablancas —
Acho que existe uma fascinação muito grande pela vida de um homem como eu, que vive há muitos anos no meio de tanta beleza. E eu sou uma pessoa que gosta da beleza, dos prazeres da vida. Tive namoradas, tive aventuras, fui número 1 durante 25 anos, numa profissão muito glamourosa; as pessoas ficam curiosas em saber como é. E também sou uma pessoa que sempre falo o que eu penso. Então a imprensa se diverte bastante comigo (risos).
Arraso — Aqui no Brasil especialmente com relação a Gisele Bündchen... (a modelo abandonou a Elite para trabalhar numa agência concorrente, justamente quando tornou-se a número 1 do planeta),
Casablancas —
A história de Gisele é notável porque aqui no Brasil ninguém fala mal de Gisele, é proibido por lei, é um crime punido de morte (risos).
Arraso — Seu sucesso parece não ter "subido à cabeça". Como você conseguiu?
Casablancas —
Eu sei quem sou, tenho meus momentos de vaidade e de arrogância como todo mundo, mas também sei os meus limites. Sei que o que faço não é digno de um prêmio Nobel, então levo tudo com um pouco de humor. O título do meu livro, por exemplo, é "Vida Modelo" e eu falo que minha vida é tudo menos modelo (risos). A vida é uma grande oportunidade de criatividade, de diversão, de boas energias. Meu caráter foi formado pela minha educação; na minha família ninguém nunca foi pretensioso.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

lindinhos....


Criando monstros

Recebi por email e divido com vcs......

CRIANDO MONSTROS
(Karina Cabral)

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... NADA? Será que é índole? Talvez a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse Não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser comparado como um desses psicólogos que infestam os programas vespertinos de TV, que explicam tudo de maneira simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.
Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.
Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida.
Faltou à polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.
Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça. O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem: "não posso traumatizar meu filho". E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.
Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho.
Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.
Não, você não vai passar a madrugada na rua.
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.
Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar.
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.
Não, essa conversa não é pra você se meter.
Não, com isto você não vai brincar.
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS, crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante...
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Para vc!

Porque vc é assim:
.... faz cara de bravo, mas não esconde o coração de menino;
.... franze a testa, fecha o olhar, mas cai na gargalhada quando é "descoberto";
.... fala, fala, fala e depois diz: vc não entendeu nada, né;
.... quando não quer conversar, faz cara de "não fale mais nada pq eu não vou responder" (e não fala mesmo!);
.... quando brinca com nosso filho torna-se um menino e dá mais trabalho que ele;
.... come qualquer coisa e não reclama de nada, mas qdo eu capricho, fala "um ano" que a comida tava ótima;
.... assiste qualquer tipo de filme e fica me dizendo o que vai acontecer, mesmo sem ter visto (o pior é que vc sempre acerta);
.... usa sempre as expressões "lembro como se fosse hoje", "dá até arrepio", e duzentos "pois bem" quando tem uma história comprida pra contar, além de pegar no meu pé quando assistimos cenas que me emocionam dizendo "dá até vontade de chorar";
.... aguenta as minhas TPMs, o meu mau humor, o meu romantismo exagerado, a minha paixão;
.... fica olhando nosso filho enquanto ele dorme e ora baixinho "Obrigado, meu Deus";
.... ajuda Deus e todo mundo e se pudesse, dava muito mais do que tem;
.... por tudo isso, e mais um monte de coisas, é que eu te amo. Morro por vc!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ironia do destino

Estava lendo uma matéria na página do jornal O Globo - que eu amo, e li que o pai da coitada da Eloá é suspeito, dentre tantas barbaridades, de ter matado a primeira esposa. E fiquei pensando nas coincidências da vida. Ou melhor, nos fatos da vida porque eu não acredito em coincidência. O cara teve que perder a filha, de uma forma trágica, pra ser reconhecido. E se Deus quiser, punido por tantos crimes. Ás vezes as coisas acontecem de um jeito que não dá pra acreditar, né! Mas no fundo, no fundo, acredito que o que fazemos aqui, é aqui que pagamos. Porque nada do que é feito na surdina, fica mto tempo encoberto. Diz o dito popular que o diabo ensina fazer, mas não ensina esconder. E essa é uma verdade, seja pra qualquer coisa errada. Aliás, não acredito que exista classificação pra coisas feitas pra prejudicar alguém. Pra mim é td igual. Querer tirar a vida ou "matar" uma pessoa inventando coisas e "puxando o tapete", pra mim, é a mesma coisa. Porque, no final das contas, o que vc quer mesmo é fazer o mal pra alguém. E como eu vivo dizendo e repetindo, maldade é o ó do borogodó!!!!

O primeiro jornal

Hora do almoço. Todos à mesa, comendo.
- Mãe, posso pedir uma coisa pra vc?
- Pode, claro filho.
- Olha, eu tava conversando com o Enrico e o Gustavo (amigos da sala, pré 2) e nós resolvemos pedir uma coisa pra vc.
- Pode pedir.
- Você faz um jornal pra gente?
(Segurando o riso):
- Faço..... Mas o que vamos escrever nele?
- Notícias sobre nós.
Pensei um pouco e disse:
- Filho, tenho uma idéia melhor: por que não fazemos um blog pra vcs três? Igual ao da mamãe....
- Ah não.... A gente quer em folha....
- Por que?
- Pra gente distribuir gritando "Extra! Extra! Extra!"
Então tá. Agora só falta a primeira reunião de pauta.......

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Canção do Exílio

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!
O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!
Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul!
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul!
Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel!
Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
A voz do sabiá!
Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal!
Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo
À sombra do meu lar!
As cachoeiras chorarão sentidas
Porque cedo morri,
E eu sonho no sepulcro os meus amores
Na terra onde nasci!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
(Casimiro de Abreu 1839 -1860)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Felicidade

Hoje eu tô feliz.... Feliz demais.... Descobri em mim uma força que não sabia que tinha.... A força de virar um jogo.... Sabe uma florzinha diante de um temporal? Eu tava exatamente assim hoje de manhã. Massacrada. Com vontade de jogar td pro alto e sair andando, dando as costas pros problemas, pro trabalho, pro deboche, pra maldade. Vontade de gritar "eu não preciso de vocês". Mas eu preciso. Preciso de todos. Preciso do mundo. Então eu respirei, pedi força e paciência pra Deus, respirei fundo e virei o jogo. Não sei como, mas virei. Deus é maior do que tudo e do que todos. Infinitamente maior. E profundamente amoroso. E vamos em frente. Que tem mais jogo pra ser jogado. Posso perder um ou outro, mas não vou perder todos. Porque sou boa jogadora. Tenho o dono do time, do clube, do mundo, ao meu lado. Precisa de mais?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

De Padre Marcelo



Mensagem do dia


Mensagem do Dia: 20 de Outubro de 2008
Salmo 90 - Eu que habito sob a proteção do Altíssimo, que moro à sombra do Onipotente, digo ao Senhor: És meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio. É ele quem me livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa. Ele me cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarei refúgio. Sua fidelidade me será um escudo de proteção. Eu não temerei os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia. Caiam mil homens à minha esquerda e dez mil à minha direita, eu não serei atingido. Porém verei com meus próprios olhos, contemplarei o castigo dos pecadores, porque o Senhor é meu refúgio. Escolhi, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal me atingirá, nenhum flagelo chegará à minha tenda, porque aos seus anjos ele mandou que me guardem em todos os meus caminhos. Eles me sustentarão em suas mãos, para que eu não tropece em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarei, calcarei os pés no leão e no dragão. Disse Deus: Pois que se uniu a mim, eu te livrarei; e te protegerei, pois conhece o meu nome. Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação. Palavra do Padre: Depois deste Salmo o que dizer mais? Bom dia e um bom início de semana!

Um viva à vida

(matéria publicada no JP de 18/10/08)

Errar é humano. Tão humano que tornou-se um ditado amplamente difundido. Sendo humano, todos nós podemos errar, certo? Errado. Pelo menos ao médico não é dada a possibilidade de errar. Pense em qualquer profissional: o advogado pode perder uma causa — e isto custa a perda da liberdade ou dinheiro ao cliente; o engenheiro pode errar em um projeto e perder material; o jornalista pode esquecer uma informação, que pode ser dada logo em seguida. Mas e o médico? “Quando um médico erra, seu cliente pode perder um órgão, sua função ou mesmo a vida”, observa Renato Françoso Filho, 55, médico há 30 anos.A história desse cirurgião poderia “passar batido” se ele não fosse um profissional conhecido e reconhecido. Como tantas outras pessoas, ele experimentou a dor, a fragilidade, a fraqueza, diante da morte. Há pouco mais de dois meses, Renato sofreu um enfarte, seguido de uma parada cardio-respiratória por um tempo, além de uma posterior hemorragia gástrica. “Tenho consciência exata do que ocorreu comigo e tive a real noção da importância do médico na vida das pessoas. Por isso é tão importante que a sociedade exija médicos bem formados, e principalmente vocacionados, para que a população tenha a certeza de que vai encontrar um profissional preparado quando precisar”, afirma.A luta de Renato em favor de sua classe não é de hoje: ele sempre defendeu que o médico precisa ser um profissional altamente qualificado, já que lida com o bem maior: a vida. Porém, ele nunca imaginava que passaria de médico a paciente, ainda mais numa situação tão delicada. “Não é fácil perceber que você é tão frágil quanto os outros, tão vulnerável. É muito ruim sentir-se impotente, ter que submeter-se às ordens de outros médicos — coisa que não estou acostumado, às restrições e às imposições de remédios e de dietas, que em outras situações, o agente ordenador era eu”, explica.Outro fator difícil na visão de Renato foi o fato de ele saber a gravidade da situação, dos riscos que correu e das consequências que poderia ter sofrido. Ele não deixa ainda de fazer a “mea culpa”. “O médico por vocação, coloca o cuidado com as pessoas como prioridade da vida e vai se esquecendo de tudo: da própria saúde, da família, do lazer. E cada dia se envolve mais com a medicina. Grande parte dos médicos é irresponsável com a própria saúde”, comenta.Ele conta que sempre sentiu-se “blindado”, justamente por trabalhar em favor da vida. “O médico acha que está acima das doenças, das fraquezas, dos limites. A gente pensa que tudo acontece com os outros, mas ao perceber que isso não é real, vemos que todos somos iguais, não há diferenças”.
LEI DAS COINCIDÊNCIAS — Renato credita sua “sorte” à “lei das coincidências”, ou seja, tudo favoreceu para que os médicos obtivessem um resultado positivo na luta pela sua vida. “Percebi que estava enfartando e minha esposa me levou ao Pronto Socorro. Lá havia uma equipe supercompetente e todos os aparelhos necessários para que eu fosse atendido. Caso contrário, hoje eu seria apenas uma lembrança, um choro, talvez uma placa”, afirma.Hoje está aprendendo a dizer não, a limitar as atividades, e principalmente, a lidar melhor com as situações que geram estresse. Mas diz que não vai abrir mão dos valores nos quais acredita, das questões que afligem os doentes, a sociedade e a profissão, “porém com um ritmo mais adequado”.

DOM DA VIDA — A experiência de ver-se “do outro lado” — o que realmente aconteceu, segundo ele — proporcionou a Renato uma nova sensação. “Quando o Amauri (o cardiologista Amauri Groppo) me disse ‘Renato, você está vivo. Respire’, tive a sensação da vida, uma alegria indescritível. Saber que Deus ouviu a minha oração, que me brindou com uma segunda chance, porque eu sei que morri e tive essa chance, é fantástico. E vi que temos que comemorar a cada segundo a grandeza do dom da vida; valorizar o que temos de mais rico: o relacionamento entre as pessoas, a alegria, o ajudar-se. A gente só dá esse devido valor quando vemos isso ameaçado”. Para ele, é incompatível ser médico, cuidar da vida, sem ter a exata noção da presença de Deus.Renato ressalta ainda o papel dos que ele chama de “zeladores do dom da vida”: os profissionais da saúde. “Além dos excepcionais médicos que temos, não podemos deixar de lado os enfermeiros que limpam as nossas feridas, que fazem a nossa higiene, que administram os medicamentos, verdadeiros cuidadores. Porque a eles também foi dado o dom de zelar pela vida”, diz. E conclui, de toda essa maravilhosa lição de vida: “Somos exatamente iguais. Todos nós, vulneráveis, impotentes. Somos realmente iguais, todos dependentes uns dos outros”. (Ude Valentini)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um dia especial


Dia 17 de outubro sempre será um dia especial na minha vida. Foi o dia que meu filho nasceu. Tava um calorão e lá fomos nós para a maternidade. A cesárea começou um pouquinho antes das 8h e 8h10 ele já estava chorando.... A maior emoção da minha vida.... Giovanni nasceu e já mudou a minha vida no primeiro dia. Uma enorme, imensa felicidade me acompanha desde então... Tudo é para ele e por ele. Os dias ficam mais lindos quando podemos estar juntos o tempo todo, já que passo a maior parte do meu tempo trabalhando.... Mas mesmo assim, nossa sintonia é enorme.... Parabéns, meu grande homem.... Seis anos é uma etapa e tanto, né! Um grande beijo da sua mamãe que tanto te ama, filho.....

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bezerra de Menezes


Eu não sou espírita, mas estou louca pra assistir o filme "Bezerra de Menezes: Diário de um Espírito", com o grande Carlos Vereza no papel principal. Principalmente depois de ler uma de suas falas a respeito da profissão de médico, que posto aqui.

"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida". (Bezerra de Menezes)
Tudo a ver com o que vivemos hoje no mundo da saúde, não????

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Falar, falar, pra que?

Tem gente fala, fala, fala, e não diz nada. E também tem quem fala, fala, fala e a gente bebe cada palavra. Hoje entrevistei um médico que passou por uma experiência impressionante, tipo, morreu e voltou. Sem brincadeira. Fiquei conversando com ele mais de uma hora e ficaria mais dez. Voltei meio atordoada. É incrível como as coisas acontecem, não é? Às vezes a gente não entende o porque de alguma coisa, por exemplo, eu tenho o tempo extremamente curto. Por isso não gosto de sair para fazer entrevista. Resolvo tudo pelo telefone ou por email. Mas senti que essa entrevista deveria ser "ao vivo e a cores". E acertei. Foi incrível ouvir, e sentir em seu relato, o quão forte foi sua experiência. E cada vez mais eu acredito que não estamos aqui a passeio. Isso aqui faz parte de uma caminhada, é uma preparação para o desconhecido.... Um desconhecido que não mete medo, ao contrário, me dá paz. Porque chegamos num ponto de egoísmo, de falta de amor e de fraternidade, que não dá pra voltar atrás. Só podemos continuar. O tal médico me contou a sensação de ser tirado e ser colocado de volta. E sinto que ele foi colocado de volta, única e exclusivamente, por AMOR. AMOR DIVINO. Muitas vezes a gente desanima, olha pra frente e acha tudo tão distante.... mas temos que admitir que nossa passagem tem prazo de validade. Há casos em que a validade não tava vencida, por isso teve a segunda chance. Peço a Deus para que eu chegue ao prazo na hora certa. E que eu aceite, com tranquilidade, a hora certa DELE... Enquanto isso, vamos viver a vida, né mesmo? da melhor forma possível.....

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Do Kibe Loco.... muito bommmm.....


Fora o preconceito!


Faz um bom tempo que penso nisso, mas não tinha comentado com ninguém. Hoje, falando com meu amigo e colega de trabalho Rodrigo, tocamos no assunto: utilizar estereótipos para fazer humor. O que me lembrou uma outra coisa. Diariamente, ou quase diariamente, recebo emails com fotos esdrúxulas, piadas preconceituosas, sempre explorando o que? o gordo, o feio, o gay, o velho, o careca, o baixinho. Leia-se de ambos os sexos. Não consigo achar graça. Não consigo mesmo. Posso até ter repassado alguns sem analisar, quase mecanicamente. Mas não gosto e procuro não mandar pra ninguém. Não entendo porque o ser humano acha graça em ridicularizar o outro só porque é diferente. E muitas vezes nem é: é pior. A natureza nos fez diferentes, mas não menor ou maior que ninguém. Acho bárbaro aquele ditado que diz, QUEM AMA O FEIO BONITO LHE PARECE. É isso mesmo. Tanto o belo quanto o feio são muito relativos. Às vezes você conhece uma pessoa que plasticamente não agrada a maioria. Mas que vc acha linda. Isso acontece muito comigo. Por exemplo, existe criança feia? Na minha opinião NÃO. Ela trazem dentro de si uma pureza tão grande que não dá pra vc olhar só no externo. É por tudo isso que eu não consigo ver graça em programas como o Pânico. Acho o fim da picada. Será que não dá pra fazer humor de uma outra forma? Tem tanta gente engraçada que não apela..... É isso!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Simplicidade


Ontem fui a um espetáculo feito por uma família muito especial, com a ajuda de amigos tão especiais quanto. O tema foi o circo, por isso que o Giovanni estava de palhaço. Foram quase duas horas de momentos simplesmente mágicos. Simples de verdade e mágicos idem, porque eles conseguiram resgatar de lá de dentro a nossa alma de criança. Eu ri muito, ao lado da minha mãe, que tem 80 anos. Ela riu igualmente. A ingenuidade de um mágico amador, as brincadeirinhas dos palhaços, supersimples, as músicas alegres, o ambiente leve e festivo. Foi uma noite muito gostosa. Saí de lá mais nova. Com vontade de quero mais. E pensando que preciso fazer mais programas desse tipo... deixar o preconceito de lado, a seriedade de fora e curtir os prazeres simples da vida... estar em família, entre amigos, rindo de bobagens infantis, feliz por estar viva.... Ter, junto com meu filho, novamente 5 anos.....

Força no ser!

Cada dia tenho mais fé de que o que vale é ser e não ter. O que me importa ter um carrão, um corpão, um guarda-roupa lotado, uma casa impecável e uma boa grana no banco, se por dentro o que existe é só vazio? Porque tenho absoluta certeza de que, quanto mais se luta para encher o "por fora", mais vazio fica o "por dentro". Essa semana foi uma pauleira. Trabalho, estresse, muito trabalho, muito estresse. Pouco tempo para meu filho, menos ainda para mim. Briga com ele. Para que? Se o que importa mesmo é o que temos de verdadeiro, o que nos enche a alma, o que nos traz a verdadeira felicidade.... E não tem felicidade maior pra mim do que estar em paz comigo e com todos. Com os que eu amo, com os que eu gosto e com os que eu tenho que suportar. Porque a vida é feita de relacionamentos diversos; muitas vezes escolhemos com quem conviver, em outras, só nos resta engolir. E eu tenho que aprender a engolir e fechar o bico. Calada. E não vomitar, se possível. Digerir. Mas tem coisa que cai tãooooo mallll, né! Como a maldade. Maldade é coisa que eu não engulo. Se não engulo, é claro que não posso digerir. Odeio gente maldosa. Odeio quem faz o mal pros outros. Odeio quem prejudica. Só que ficando mal com a maldade dos outros, quem sai afetada sou eu. E quem sofre sou eu. Logo, a maldade me prejudica, nem que não seja diretamente ligada a mim. Mas como fazemos parte de um todo, pelo menos eu acredito nisso, toda maldade me afeta. Deu pra entender????

Palhacinho


mamãe e vovó dando a maior força pro palhacinho no teatro.....

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

TPM

Quem nunca teve TPM não sabe o que é sentir-se em "desacordo" com o universo. Essa sensação esquisita de não pertencer a lugar nenhum, nem a ninguém, nem a si mesma. A TPM é uma agressão à mulher; a gente se sente incrivelmente feia, chata, gorda, insuportável, discriminada, irritada, blá blá blá... O pior é que, ao contrário do que muita gente pensa, não dura apenas alguns dias. Claro que isso varia de mulher para mulher, mas no meu caso, essa merda perdura quase que o mês todo. Então quase que o mês todo eu durmo mal, tenho vontade de assassinar alguém, tomo 50 litros de coca-cola e me sinto culpada a cada copo ingerido. Realmente uma merda. A medicina está tão evoluída meu Deus, como é que não acharam uma forma de eliminar de vez esse problema? Será uma conspiração cósmica contra nós, mulheres que sofremos de TPM? "Não, deixa elas sofrerem um pouco mais..... Pra que encapsular essa porcaria de medicamento? De quem nós riríamos de acabassem as mulheres com TPM?" Deve ser isso. Do que os marido iriam reclamar? Ninguém iria comentar "Nossa, minha mulher anda num bom humor contagiante". Nããããããooooo..... Eles gostam da TPM.... Porque eles gostam de nos ver sofrendo..... Ai, que ódio da raça masculina, que ódiiiiooooo!!!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Era só o que faltava



Fiquei pasma com essa notícia.... Onde é que nós estamos???? Até onde iremos????
"Por que passar o sono eterno debaixo da terra ou então espalhar as cinzas da cremação? Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um 'diamante humano'. Na pequena cidade de Coire, na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia.Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios.'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão.O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha.A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa".

E a notícia acaba assim:

"Moderação é algo fatal, nada traz mais sucesso que o excesso."
Pode????????????????????

Um pouco de humor...



CARTA DE UMA MULHER MUITO COMPREENSIVA

Amor,
Antes de tu voltares da tua viagem de negócios, queria te informar um pequeno acidente que eu tive com a caminhonete quando estava entrando em casa. Afortunadamente não foi muito e eu não me machuquei, então, por favor, não te preocupes comigo. Eu estava voltando do mercado quando, ao entrar na garagem, acidentalmente, em lugar de pisar no freio pisei no acelerador.
A porta da garagem entortou um pouquinho, mas por sorte a caminhonete parou quando bateu no teu carro. Sinto muito, mas eu sei que tu tens um grande coraão e vais me perdoar, tu sabes quanto te amo e me importo contigo, meu chuchuzinho. Estou mandando uma foto para que vejas que não foi tanto assim. Não vejo a hora de te ter nos meus braços.
Muito carinho... Da tua mulherzinha.
PS: Você esqueceu seu celular e a tua namorada ligou!!!!

Panela de pressão


Não sou boa cozinheira. Não gosto de cozinhar. Sou meio apressadinha e não tenho "aquele" prazer de fazer uma comidinha. Faço, não nego, mas não gosto. Uma coisa que eu morro de medo é de panela de pressão. Não sei porque. Nunca vi uma estourar, nunca passei nenhum "perrengue" com uma delas, mas tenho medo. Inexplicável. Então, feijão.... NEM PENSAR. Ele reclama, adora feijão. Em seis anos, só fiz uma vez. Por puro medo da panela. De verdade, eu gelo quando começa aquele barulhinho. Mas vi uma dessas que recebi por email de uma empresa. Não é maravilhosa???? Será que faz barulho? Essa serve na minha cozinha, mesmo que seja de enfeite!

Felicidade realista

Recebi esse texto da minha amiga-irmã Vá. Brigadão, Vá! Adoro Mário Quintana!

FELICIDADE REALISTA
(Mário Quintana)
"A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção.Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade..."

Em tempos de eleição...

Eleição é uma coisa muito chata pra mim. Detesto. Mas nem sempre foi assim. Já fui engajada. Militante. Filiada. Lógico: fui petista. Das roxas. De ficar vermelha como pimentão trabalhando como boca-de-urna. De acordar cedo, vestir a camisa, me pintar inteira, carregar bandeira. De parar carro na rua. Aí virei jornalista, repórter do que? De política. Ao longo dos anos, tudo foi mudando. Comecei a perder a paixão e ganhar razão. Mesmo assim, ainda gostava. Me entregava ao trabalho, me envolvia nas causas, sofria com as sacanagens. Aí virei assessora. De quem? De deputado. Ferrou. Em pouco mais de dois anos passei a odeiar a política. A política no sentido mais podre da palavra. Ou seja, a politicagem. A sacanagem. E apesar de odiar, vou votar. Mas agora voto por obrigação, não mais por paixão. Voto porque preciso, não porque quero. É triste chegar a esse ponto de desconforto político, de cansaço, de desesperança com meu país. E não me enquadro no ról daqueles que não sabem votar. Votei errado sim, mas porque fui ludibriada a vida inteira. Fui totalmente enganada. Quem sabe dessa vez eu faça a coisa certa? Afinal, meu coração não estará na urna eletrônica. Apenas o meu cérebro.

Giovanni "Cielo"


Ele vai ser sempre minha medalha de ouro!

Quando não se tem nada para dizer.....


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Falso ou verdadeiro?

Os "enta" me trouxeram uma nova forma de pensar, talvez a tão temida maturidade (que depois que chega, a gente vê que ela não é tão temida assim) me fez sentir uma leve saudade da minha infância quando eu acreditava que o mundo era confiável. Hoje aprendi a desconfiar. Aliás, tive que aprender a desconfiar. Porque tomei muito na cabeça acreditando em tudo e em todos. Mas agora fico sempre com uma sensação estranha na boca do estômago. Um certo medo de me entregar. Graças a Deus, posso confiar em minhas amigas, posso confiar na minha família, mesmo com tantas críticas. Mas será que posso confiar no resto? Será que no meu ambiente de trabalho estou segura? Será que nas novas amizades estou realmente pisando em terreno sem minas? Não há garantias na vida. O pior é que não há garantias na vida. Tudo é arriscar-se. Sempre e em todos os momentos. Há risco em amar; há risco em desamar. Há risco em ousar; e também em pisar no freio. E o que mais eu temo: não quero correr riscos na criação do meu filho. Não quero correr riscos no meu casamento. Mas essas são tarefas impossíveis, pois os riscos estão aí, batendo na minha porta. Um dia um de meus muitos irmãos perguntou à minha mãe o que ela tinha feito para educar os oito filhos, formá-los e não ver nenhum deles à margem do caminho. E ela respondeu: "Não tenho resposta. Eu não fiz nada. Quem fez tudo foi Deus". Deus fez tudo por meio do amor, da dedicação, do trabalho e da força dela e do meu pai. E é exatamente isso que quero para o meu filho, que quero para sua vida, que quero para minha vida.