segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O bom fillho à casa torna (que exagero! rs)

Depois de quatro anos, estou de volta. Dessa vez vou tentar ser mais assídua. Vou tentar não desanimar... Bom, esse é o primeiro ano do resto da minha vida fora da redação de um jornal... Sim, não sou mais 'a louca da redação'. Mudei de lado literalmente. Eu, que era pedra, virei vidraça... Mas na verdade, apesar de tanta mudança, a vibração pela notícia não morreu nem um pouquinho.... Adoro a comunicação e defendo, com unhas e dentes, o meu trabalho. O 'meu' não significa só o que faço, mas onde estou. Se não acreditasse, não viria... E é uma delícia enxergar com um olhar diferente, olhar de quem cuida, de quem precisa fazer o melhor diariamente. Acredito que isso vem sendo feito e defendo os que o fazem... Mas esse espaço não vai tratar de jornalismo, de política, de administração... Nada disso.... Escolhi mostrar minha indignação com o cotidiano, com as coisas que deveriam ser simples, mas a galera ama complicar... Se alguém vei ler? Possivelmente não, mas num tô nem aí.... Vou seguir em frente!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Coluna

Travei pela primeira vez na vida. E a Pa me disse "escreve no blog". Como a Pa ja passou por isso - e deve ter feito bem pra ela - aceitei a sugestao. Pois ontem fui fazer a tão temida ressonância para saber qual o nome do mal que me dói uma dor que arranca lagrimas. Sempre tive meio q uma paura de cubiculos e aquela maquina, meu Deus, lembra mesmo um. Impossivel nao sentir os pes gelados, um suor frio na testa, aquela sensação de que agora nao escapo. . . Fui simpatica tentando quebrar tanto gelo, fui desde um "to nervosa" ate um "qto tempo vou ficar espremida nesse tubo". E foi exatamente espremida dentro do tubo q tive a real noção do qto sou pequena. . . Do quanto sou fragil. . . E se o tecnico da maquina morresse enqto eu estava la? E se a energia acabasse por duas horas? E se eu entalasse e tivessem q chamar um suporte tecnico de outra cidade, outra comarca, outro estado. . . Quanta merda pode passar pela cabeça em 20 minutos. . . Pois saí do tubo vitoriosa, respirando o oxigenio dos justos, me sentindo uma deusa. . . Agora é esperar a proxima ferroada!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Incisivo no discurso

Durante o discurso de posse de seu segundo mandato, o presidente norte-americano Barack Obama foi explícito com relação ao que pensa sobre a união civil homoafetiva. Numa declaração considerada combativa e liberal, Obama disse que “é dever agora da nossa geração continuar o que aqueles pioneiros começaram. [...] Nossa jornada não está completa até que os nossos irmãos e irmãs gays sejam tratadas como qualquer um de nós, perante a lei. Se somos realmente criados iguais, então, certamente, o amor com que nos comprometemos uns com os outros deve ser igual também”. Se alguém tinha dúvidas sobre o posicionamento de Obama, agora não tem mais. E continuou o presidente: “Nós, o povo, declaramos hoje que a mais evidente das verdades — a de que somos todos criados iguais — é a estrela que ainda nos guia; bem como guiou nossos antepassados em Seneca Falls, Selma e Stonewall.” E não parou por aí: também defendeu o direito das mulheres à igualdade de salários e os imigrantes, que “ainda veem a América como uma terra de oportunidades”. E quem não gostou terá que viver com isso.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sem opinião?

Em um tempo não muito distante, havia uma menina, quase moça, que adorava política, se envolvia em todas as questões, lia todos os jornais disponíveis e defendia suas opiniões com unhas e dentes. Com esse comportamento, perdeu alguns amigos, ganhou outros, sempre acreditando que poderia ajudar na construção de uma sociedade mais justa. A menina relamente acreditava no seu sonho. Os anos se passaram, o país mudou, muitas coisas avançaram, outras regrediram, mas o mundo se tornou um pouco melhor para uma boa parte da população. A menina cresceu, tornou-se mulher, mas foi, aos poucos, perdendo a fé no ser humano. E ganhando fé em Deus. Durante sua vida profissional, encontrou gente de todo tipo, viveu um pouco no coração do mundo político e hoje, apesar de ainda trabalhar duro, não pode dar um pio sobre a sua verdadeira opinião. Ócios do ofício.

domingo, 23 de setembro de 2012

Em conversa com um grande amigo, comentei que agora, na faixa dos 40, deveríamos estar mais tranquilos, o que ele discordou veementemente. "Imagina, a vida está apenas começando". Concordei. Tenho uma ânsia enorme de viver. E olha que já vivi bastante. A vida está mudando. Assim como eu, os que amo estão envelhecendo, mas a gente envelhece apenas no físico. Tenho alma de menina. Uma vontade enorme de fazer muita coisa, de realizar sonhos que ainda não realizei. Claro que um dos meus maiores objetivos é investir fundo na educação do meu filho, vê-lo homem e feliz, pleno em suas escolhas. Mas ainda tenho planos pra mim, pra minha vida. E não é que aos 46, praticamente uma senhora, me descubro apaixonada como uma menina de 15? O que antes para mim era improvável, após um relacionamento relativamente longo e desgastante, acinteceu e esqueci todo o passado e estou pronta pra um futuro novo.d Não importa se esses planos serão materializados, mas a vontade de fazê-los dar certo me dão um ânimo extra, uma alegria juvenil.... Amar, dedicar energia em conquistar o outro, se alegrar com os pequenos carinhos e descobrir-se novamente apaixonada me fez acreditar que a vida realmente é um eterno recomeçar. Dar um passo atrás do outro, nem que seja no escuro. Nem que seja em terreno desconhecido... Não temer o tombo, o escorregão, os tropeços, é dar uma nova chance à vida. É esse o momento especial que ando vivendo. E estou por demais feliz. E que venham as coisas novas... E se não vierem, tenho a tranquilidade de saber que estou viva por dentro. Como há anos não me sentia.... Realmente, viver é mto bom!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vida boa....

Salvação

Vivo há alguma tempo às voltas com a, hoje famosa, síndrome do pânico. Estou tratando há mais de um ano, estabilizada, melhor. Mas hoje a bendita da crise resolveu dar o ar da sua graça. Coração disparado, suor gelado nas mãos, sensação de morte. 'Ude, vc não vai morrer'. Eu sei que não vou, pelo menos nesta hora, mas quem é que controla a cabeça? Fico possessa com quem não entende, lança olhares de 'o que é isso, minha gente?', e tem dificuldade em acreditar que eu, a fortaleza em pessoa aos olhos do mundo, me envergo diante de uma crise de pânico. Não há explicação. No momento, não há saída. Inspira, expira, inspira, expira. Assim como ela vem, vai embora. E fica o medo de encontrá-la novamente. Não quero. Exijo que suma. Torço ardentemente para que desapareça. E volto à rotina. Esperançosa e determinada. Ela não voltará mais.
Me vem à cabeça um texto da amada Clarice Lispector, o mesmo que está aqui no blog, "Escrever é uma maldição que salva. É Uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva...." Talvez eu precise mesmo voltar a escrever. Aqui. Soltar a alma, destravar os sentimentos, jogar td pra fora..... É o que farei a partir de hoje. Ou de amanhã....